quinta-feira, 11 de outubro de 2018

A história vai cobrar

Em todos os países em que houve risco da extrema direita (fascismo) chegar ao poder através do voto ocorreu uma grande mobilização entre esquerda, centro-esquerda e liberais que derrotou o discurso de ódio. Mas no Brasil pelo visto isso não está sendo possível.
Pelo visto, para alguns o que importa é o projeto eleitoral de poder e a defesa de interesses de uma elite que não quer largar o osso de jeito nenhum, nem que para isso se aceite e compactue com a ascensão de um fascista declarado ao poder. Neste grupo de traidores do Brasil e da democracia estão incluídos grupos de comunicação, partidos políticos, políticos, empresários e intelectuais.
Relembrando a 2° Guerra Mundial, quando a França passivamente aceitou a ocupação nazista, no período que ficou denominado como República de Vichy. O Brasil de hoje me passa essa sensação de estarmos vivendo uma versão tupiniquim do colaboracionismo francês.
A história vai cobrar o preço do comportamento de alguns que se omitem ou que aderem ao projeto da extrema direita.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Pela suspensão temporária do Whatsapp e de aplicativos de mensagens instantâneas até o fim das eleições




No 28º Congresso Brasileiro de Radiofusão da Abert, realizado em agosto de ano, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux afirmou que a Justiça poderia anular candidaturas que tenham sido construídas com base em fake news, as notícias falsas. No encontro Fux disse que a medida está prevista no Código Eleitoral, que prevê multas e cassações de diplomas em casos de irregularidades comprovadas.

Passado o 1º turno verificou-se que Fux jogou palavras ao vento, e que o TSE faz “vistas grossas” ao que está acontecendo com a proliferação de notícias falsas disseminadas em grupos e redes hospedados na ferramenta Whatsapp, sendo a maioria dos conteúdos compartilhados a partir da campanha do candidato fascista. O fato é que isso está influenciando claramente o processo eleitoral, comprometendo inclusive sua lisura.

O resultado da campanha eleitoral de 2016 nos EUA, que elegeu Donald Trump à presidência daquele país, ainda é questionado e sofre investigações por possível influencia estrangeira, no caso a Rússia, na disseminação das fakes news, contra a candidata Hilary Clinton. A campanha que espalhava informações caluniosas e difamatórias contra Clinton foi coordenada por Steve Bannon, o guru cibernético da ultra direita americana que recentemente, em agosto último, se encontrou com Eduardo Bolsonaro (foto) para dar algumas “dicas”.


Hoje Bannon coordena uma ação que espalha a onda ultra conservadora em apoio a partidos políticos na Europa, tendo inclusive atuado na estratégia do Brexit, plebiscito realizado no Reino Unido que aprovou a saída da União Europeia.
Diante do que acontece neste período eleitoral das eleições brasileiras, pela presente disseminação de notícias falsas viralizadas no aplicativo de mensagens instantâneas, o TSE deveria tirar imediatamente do ar os serviços como do Whatsapp, Telegram e de outros aplicativos de mensagens instantâneas  até 29 de outubro, o dia seguinte das eleições do 2º turno. 

É uma medida que seria drástica, mas que sem dúvida  vai garantir a lisura e o equilíbrio de uma campanha eleitoral que não pode ser baseada somente em notícias falsas, e sim em um debate sobre projetos políticos e programas de governo.



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