sexta-feira, 9 de março de 2018

ONGs e grupos de apoio ajudam refugiados venezuelanos em Roraima



A economia da Venezuela colapsou e milhões de venezuelanos estão deixando o país em busca de melhores condições de vida em outros países. Por terra, as saídas são a Colômbia e o Brasil.
Em Roraima, a partir da cidade de Pacaraima, na fronteira, e Boa Vista, capital do Estado, receberam dezenas de milhares de imigrantes nos últimos anos. Em Boa Vista, muitos dos que não conseguiram entrar legalmente no Brasil estão vivendo em condições extremamente precárias. O governo de Roraima estima que 30 mil imigrantes da Venezuela vivam atualmente no estado, principalmente em Boa Vista e Pacaraima. 
 “Alguns conseguiram trabalhos fixos, na base da pirâmide, mas a maioria, no entanto, sobrevive de bicos. Aqui nas ruas, é usual agora encontrar dezenas de venezuelanos como pedintes, limpadores de vidros e com placas de ‘Preciso Emprego’, ‘Trabalho como Pedreiro’, ‘Faço Capina’ etc." – conta o escritor Edgar Borges, morador de Boa Vista, que também é editor do ‘Cultura de Roraima & Afins’, um site/blog que publica agenda cultura, crônicas, poesias e prosas de autores locais.
Em 2017, o Conselho Nacional de Imigração (CNIG) , órgão vinculado ao Ministério do Trabalho promoveu um levantamento que revelou o perfil sócio demográfico e laboral dos venezuelanos que vivem em Roraima, A pesquisa foi realizada pela Cátedra Sérgio Vieira de Mello na Universidade Federal de Roraima (UFRR), por meio do Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra) e com apoio do ACNUR (Agência da ONU para Refugiados).
No estudo foi revelada que naquele momento a maioria dos venezuelanos não indígenas vivendo em Roraima é jovem, possui boa escolaridade, tem atividade remunerada e paga aluguel para morar. Entre os que trabalham 51% recebem menos de um salário mínimo e 28% estão formalmente empregados. Muitos enviam ajuda financeira aos familiares que estão na Venezuela, e apontam a crise econômica e política como principal motivo para se deslocar.

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Fundos abutres , o que são e como sugam a Petrobrás



Comprar empresas quebradas ou créditos podres para apostar em alguma recuperação de valor. Esse é o objetivo dos chamados fundos “abutres”. Um dos exemplos clássicos desse modelo especulativo em tempos neoliberais é o dos fundos NML Capital e Aurelius, que compraram em 2008 títulos da moratória da dívida argentina (de 2001) por um valor nominal de US$ 428 milhões. Na realidade, pagaram por esses papéis, considerados ‘lixo’ no mundo financeiro, muito menos do que isso, cerca de US$ 0,30 ou 0,40 para cada US$ 1 nominal do título, segundo divulgado pelo governo argentino. Depois, após impetrar ações na corte, os fundos abutres obtiveram pela via judicial o equivalente a 1600% do que investiram, em acordo chancelado pelo atual presidente Mauricio Macri.

No ano 2000, a empresa NML Capital processou o Peru e, quatro anos depois, o país andino foi obrigado a pagar quase US$ 56 milhões por títulos de sua dívida, que os abutres compraram por US$ 11,8 milhões.

Os fundos abutres são conhecidos como “hedgefunds” (fundos de cobertura), pois se caracterizam por comprar títulos de dívida desvalorizados no mercado secundário, a um preço muito mais baixo que o do seu valor real. Na maioria dos casos fogem de acordos para reestruturação com o Estado endividado e, por fim, exigem pela via judicial, incluindo embargos e outras penalidades, o pagamento total da dívida, o que pode implicar na soma do valor nominal mais juros e eventuais multas, como aconteceu com esses países sul-americanos.
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