domingo, 23 de julho de 2017

Ruas do Centro do Rio privatizadas, e o direito à cidade?

Quem anda nas redondezas da Praça Tiradentes, especificamente no trecho compreendido entra a Rua da Imperatriz Leopoldina e a Travessa das Belas Artes, fica com a sensação de que ali aquela parte do Centro Histórico do Rio de Janeiro foi privatizada e tem um dono.

Tapumes, portas de acesso, seguranças e blocos bloqueadores de acesso a carros cercam a região que hoje é um dos pontos culturais do Centro por concentrar o Centro Cultural Helio Oiticica e o Bar do Nanam, entre outros. 



O espaço parece que é ocupado pela empresa multinacional Mongeral Aegon Seguros e Previdência, pois ali fica sua sede na Travessa Belas Artes, 15.

Será que futuramente a Mongeral Aegon pretende cobrar pedágio para as pessoas passarem naquela região?









domingo, 9 de julho de 2017

Um Rio que se perde no medo

Imagem: Agência Brasil

A confusão de São Januário somada à rotina diária de violência com mortes por execuções, bala perdidas, e hoje um tiroteio quase na porta de casa me dá uma sensação de terra arrasada. A cidade e o Estado do Rio de Janeiro talvez vivam a sua pior crise, não adianta achar que está tudo normal.
Temos um prefeito que claramente não governa com a intenção de integrar a cidade, apesar de suas diferenças sociais históricas. Além disso, um governador inapto que vive sem saber o que fazer diante do caos financeiro do Estado que não consegue pagar o salário do funcionalismo.

A crise econômica obviamente faz acelerar esse processo de terra arrasada, pois é nítida a quantidade de pessoas que se acotovelam em partes da cidade para vender qualquer coisa para sobreviver, isso é o custo do desemprego, falta de renda e falta de perspectiva.
Aí oportunistas acham que todo esse caos se resolve com criminalização de pobres, favelas e viciados. "Precisamos armar o cidadão, proteger quem é do bem", mas daí vemos o caso do 7° batalhão de São Gonçalo com 95 PMs presos por associação com tráfico, e exigindo de traficantes pagamento de propinas mesmo que os valores fosse advindos de assaltos.

Antes de escrever esse texto fui à rua comprar uma cervejinha para beber em casa, e vi que não tinham pessoas na rua. O botequim que vive cheio em domingo de futebol na TV estava com poucos gatos pingados. Talvez esse seja o sinal mais claro da crise no Rio, o boteco vazio.
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