segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Um dia acaba


Meus caros, no último dia 23/01 a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, divulgou o aumento de desmatamento na Amazônia. Segundo dados do MMA, nos últimos meses de 2007, foi derrubada uma área superior a 3.000 quilômetros quadrados. Com isso, o governo acordou e mandou suspender imediatamente autorizações para desmatamento de florestas em mais de 36 municípios da região. Em reportagem no jornal Folha de São Paulo, um fiscal do IBAMA identificado como Cláudio Cazal fez uma observação interessante: "De que adianta bloquear autorizações de desmate em uma região em que a maior parte das derrubadas são feitas sem autorização?”, disse Cazal. Fato é, que aumenta de forma desordenada a derrubada da floresta, e é penoso ver o papel que cumpre a ministra, conhecida por ser militante da causa amazônica, desde os tempos de Chico Mendes.
Também na mesma semana, ela foi repreendida pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, por ter culpado diretamente o setor agropecuário pelo agravamento da situação. No estudo coordenado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE – foi identificado que, a maior parte das derrubadas ocorreram proporcionalmente nos estados de Mato Grosso (53,7%), Pará (17,8%) e Rondônia com 16%. Já o ministro da Agricultura, Reinhold Sthephanes, divulgou um outro relatório no qual foi identificada uma redução nos níveis de plantio e criação de gado na área. Pelo levantamento do MA houve, entre os anos de 2003 e 2006, uma queda de 27,1% na região norte.Percebam caros amigos, que atualmente, o Brasil é um grande exportador de alimentos que possuem cotação internacional – commodites – e além disso, nosso 'glorioso governo' implementa uma cruzada em prol da produção de etanol derivado da cana-de-açúcar e sua exportação para os países ricos, alegando que nosso álcool pode contribuir para redução dos níveis de emissão de gás carbônico no meio ambiente.
Outro fator que deve ser observado é que os preços dos alimentos aumentaram consideravelmente, qualquer um que tenha o hábito de ir ao supermercado pode notar isso. Por exemplo, somente no ano passado o feijão registrou uma alta de 84,72% e a carne chegou a 22,15%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. No dia 30 de março de 2007, o polêmico líder cubano, Fidel Castro, escreveu um artigo no qual versa sobre a possibilidade do caos que será a pratica de converter alimentos em combustíveis. “Se essa receita for aplicada aos países do Terceiro Mundo, veremos quantas pessoas entre as massas famintas de nosso planeta deixarão de comer milho. Ou algo pior: se financiamentos forem concedidos aos países pobres para que produzam álcool de milho ou de outros alimentos, não restará uma árvore para defender a humanidade contra as alterações climáticas”. Creio que a atual conjuntura já revela o cenário preconizado por Fidel para daqui alguns anos, mas acho que ele só errou em uma coisa: isso já não é mais uma previsão e sim uma realidade, pelo menos aqui no Brasil. Salvem a Amazônia!
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