domingo, 17 de fevereiro de 2008

De dar inveja no Capitão Nascimento

Meus caros, na última semana, precisamente dia 15/02, o presidente dos EUA, o texano George Walker (Meu nome não é Johnny) Bush afirmou que vai vetar um projeto de lei que proíbe tortura em presos suspeitos de pratica de terrorismo. O assunto vem a tona motivada pela discussão sobre o método “waterboarding”, que é uma simulação de afogamento em prisioneiros. O procedimento consiste em pendurar o preso de cabeça para baixo e descê-lo até o pescoço para causar uma sensação de afogamento – Capitão Nascimento já fez isso – para obtenção de informações.
Quero lembrar que o próprio presidente americano aprovou a técnica, pois a mesma possibilitou a identificação dos responsáveis pela série de atentados em Londres de sete de julho de 2005. Bush defende a legalidade dos procedimentos americanos conforme publicado no portal de notícias G1: os EUA atuarão dentro da lei. “Asseguraremo-nos de que os profissionais têm os instrumentos necessários para fazer seu trabalho dentro da lei", afirmou Bush.
Nos últimos anos diversos ex-chefes de estados foram a julgamento e condenados por crimes de guerra, basta lembrar de Saddam Hussein ex-presidente do Iraque e Slobodan Milosevic, ex-presidente da antiga Iugoslávia. Saddam foi julgado e condenado à morte por ser considerado culpado no genocídio contra a população curda e comandar uma forte repressão contra opositores, Milosevic foi julgado na corte de Haia por ser responsável pela política de extermínio contra os croatas e bósnios nos anos de 1990. Há dois ou três anos atrás foram divulgadas imagens da prisão iraquiana de Abu Grabi no qual prisioneiros iraquianos eram torturados e humilhados diante de oficiais e soldados americanos. As fotos e vídeos correram o mundo e até hoje podem ser visualizadas na Internet.
Se o próprio governo americano reconhece que a tortura é uma prática de estado, não cabe as entidades internacionais de defesa dos direitos humanos realizar um movimento em prol de um julgamento de autoridades de Washington também por crimes de guerra, conforme ocorreu com Slobodan Milosevic e Saddam Hussein? Por que a própria imprensa americana, que vira e mexe cita relatórios da Anistia Internacional sobre as prisões do mundo e também do Brasil, não se posiciona de forma contundente contra estas práticas. Só existe barbaridade por parte dos inimigos (mulçumanos e comunistas) e dos países subdesenvolvidos como Brasil, Quênia e outros.
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