domingo, 2 de março de 2008

O Romário do jornalismo

Meus caros, o jornalista Paulo Henrique Amorim é um desses raros casos de conversão ideológica e porque não, religiosa. PHA , como gosta de ser citado, é hoje um dos poucos formadores de opinião que rema contra a maré, defendendo abertamente o governo de Luís Inácio Lula da Silva. Com 47 anos de carreira, Amorim iniciou a carreira em 1961, no episódio que envolveu a renúncia de Jânio Quadros, e o complicado processo de posse do então vice-presidente João Goulart. Na ocasião, o governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola liderou a campanha da Legalidade, movimento que mobilizou uma cadeia de rádio na qual pronunciava discursos em favor da posse do presidente que viria ser derrubado anos mais tarde pelo golpe militar de 1964. Posteriormente, Paulo Henrique construiu carreira na Revista Veja e na TV Globo, onde ganhou destaque e trabalhou por mais de 20 anos, como correspondente internacional em Nova York.
A partir anos 1970 cobriu vários eventos históricos que vão desde o caso Watergate até o fim da URSS, em 1991. Em 1997 mudou de camisa e se transferiu para a TV Bandeirantes, para comandar a bancada do Jornal da Band e um programa de entrevistas tête-à-tête chamado “Fogo Cruzado”, no qual conversava com políticos e personalidades. Na TV Cultura, a partir de 2001, deu início ao projeto Conversa Afiada, um talk-show que durou dois anos. Em 2003 se ‘converteu’ e foi contratado pela emissora de televisão do Bispo Macedo.Na Record, até hoje, PHA está ao lado de Lorena Calábria na apresentação da versão genérica do “Fantástico”, o "Domingo Espetacular".
Atualmente, em paralelo, o veterano jornalista dá continuidade ao Conversa Afiada no mundo virtual, um sítio no qual expõem suas opiniões, além de ser colaborador da Revista Carta Capital. Paulo Henrique Amorim parece carregar o estigma de ter trabalhado para as organizações Globo, é muito cobrado por não ter tido um posicionamento ideológico explicito a época da ditadura, como tem hoje.
Quem visita o Conversa Afiada percebe a campanha viril contra a empresa da família Marinho, que foi denominada PIG (Partido da Imprensa Golpista). Amorim denuncia um conluio envolvendo a grande mídia, comandada pela elite separatista de São Paulo, para a derrubada do ‘Sapo Barbudo’ e já tem inimigos declarados como o colunista da Revista Veja, Diogo Mainardi de quem perdeu um processo por ser acusado manter ligações estreitas com a Brasil Telecom empresa proprietária do Portal IG, que hospeda o Conversa Afiada. Resta saber, se PHA saiu realmente do armário ou apenas participa de um jogo de interesses, no qual a mídia brasileira sempre teve atuação nebulosa e manipuladora.
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