sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Porrada, os caras não sabem de nada!




Meus caros, a má vontade da mídia com relação a qualquer tipo de movimento social é notória e fática, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra que o diga. Quando ocorre alguma ação de explosão espontânea do povão, como ocorrida em São Paulo nas últimas enchentes, nossos “comprometidos” jornalistas tratam logo de classificá-las de forma pejorativa como atos vandalismo e baderna.

Hoje no Brasil, presenciamos a falência total dos serviços públicos e concedidos. Grandes cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Recife, entre outras metrópoles demonstram isso. É o caos dos sistemas de saúde, segurança pública, trânsito, transportes, energia, abastecimento de água e saneamento.

Esse esgarçamento urbano é de alguma forma atenuado, certamente, por comprometimento da grande imprensa com o poder político. Cito como exemplo, aqui no Rio, as concessionárias Light (energia) e Supervia (trens urbanos). Essas empresas atualmente trabalham no pior grau de atendimento, que se possa ter ideia em relação a seus clientes. Certamente você está lendo este post, já deve ter assistido ou lido alguma coisa sobre a qualidade dos serviços prestados por estas empresas.

Mas vamos em específico discutir como é feita esse tipo de cobertura, quando ocorrem explosões de revolta dos usuários. Em outubro de 2009, passageiros da Supervia depredaram estações e trens nos ramais de Santa Cruz e Japeri. A enfase dada no noticiário foi remetida à ação orquestrada por milicianos, tese formulada pela Secretaria Estadual de Transportes do Estado Rio de Janeiro, que foi bestialmente encampada pela mídia. Na verdade, quando se lança esse factóide se tem por objetivo desviar o foco da principal razão do problema que é à inoperância do sistema.

Ainda no Rio de Janeiro, já começam a surgir protestos contra os serviços prestados pela concessionária de energia Light. A falta de luz é uma realidade constante em regiões de menor poder aquisitivo como Baixada Fluminense e Zona Norte do Rio, que invariavelmente merecem notinhas no noticiário. Mas quando acontece no Leblon, o buraco é mais embaixo. Ganha destaque na primeira página e entra no noticiário de rede nacional. Como disse o secretário de Segurança Pública, José Beltrame; um assalto ou apagão de luz repercute mais na Zona Sul do que no restante da cidade. Enquanto isso, em Brasília estudantes tomam cacetadas e porretadas da Polícia Militar, por protestarem contra a permanência do Governador Arruda no poder, depois do mesmo comprar “panetones” em excesso e enfiar propinas nas meias. E assim vamos sendo sacaneados e levando porrada...

2 comentários:

THEORIKÓNDOXAS disse...

A posição do jornalismo da Bandeirantes é mmuito clara a esse respeito, sem dúvida. Mas por outro lado, há um axacerbo da ultraesquerda que se formula como uma doxologia de qualquer puro e simples afrontamento de toda regra, sem uma crítica das rãzões envolvidas nas moções. Ultrarreacionários de um lado, apologistas da anomia de outro, sem contudo uma verificação assídua dos fatores fundamentais para nenhum dos casos.Reprimenda míope a uma rebeldia cega, é quase sempre disso que se trata!Porque também basta que se diga "não" para se achar que está fazendo crítica: "mudar" - o chavão ambíguo da ilusão torpe da "juventude" contemporanea.

Mas é bom suscitar o dialógo dessas questões, como você o fizera.Legal.

E o Luiz, cara?Parou de publicar nesse espaço? Pelo que pude notar ele também retirou o texto único que havia disposto!Fui colega de turma dele na UCAM, chegamos a fazer alguns trbalhos juntos, e frequentavamos também o grupo de estudos do Prof.Marcleo Fonseca. Você também estudou lá (UCAM)?

Abraços

Fellipe Knopp

André Lobão disse...

Caro Felipe,

O Luiz é um colaborador maravilhoso. O texto dele continua aqui, só que você deve acessar nas postagens anteriores.Nós agora trabalhamos juntos no Criar Brasil. Aliás estou muito interessado em participar desse grupo de estudos.
Com relação ao texto, estamos diante de um cerco no qual, conforme você disse, somos bombardeados pelos reacionários e patrulhados pelos ocupantes do poder.
Nessa encruzilhada acabamos sendo massacrados e induzidos em acreditar em mentiras contadas pelas viúvas de sempre e acreditando na Bem aventurança divina do estado. Em meio a esse caos, ficamos perdidos e desnorteados, tentando viver de uma forma digna.
Obrigado por sua participação e um grande abraço!

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