segunda-feira, 17 de maio de 2010

Chomsky e as 10 estratégias de manipulação


CHOMSKY E AS 10 ESTRATÉGIAS DE MANIPULAÇÃO CAPITALISTA MIDIÁTICA

De Jacob Blinder para o 3º Setor - Reprodução

O linguista americano, Noam Chomsky que no último domingo (16/05 ) teve seu visto de entrada recusado por Israel, elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” das elites capitalistas, através da mídia:

1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.
O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes.
A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto 'Armas silenciosas para guerras tranqüilas')”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.
Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.
Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.
Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.
5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.
A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê?
“Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestionabilidade, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.
Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…
7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.
Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada as classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossíveis para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.
Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.
Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.
No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmo

4 comentários:

Prof. PADilla disse...

Há uma espécie de décifit de atenção coletiva, o qual passamos a denominar de "Cultura da Superficialidade".

Como afeta o direito?

Com crenças, como:
"É impossível saber tudo e acertar sempre logo a celeridade é mais importante do que a segurança." isso é uma falsa relação de causa e efeito! A justiça para a paz social necessita que ponderemos os antagonismos.

O exame cuidadoso aumenta as chances de escolhas corretas.
A solução rápida, ao contrário, produz muitos erros.
Transforma a justiça em uma loteria:
Não vence quem tem razão! A vitória é de quem tem sorte, ou influência.

Respostas condicionadas e mecanismos de solução superficial produzem fantásticas estatísticas de produtividade sem que, efetivamente, os responsáveis tenham muito trabalho intelectual.

Quem se aproveita e beneficia dessas crenças e inversão dos valores?

Essa cultura provoca a improcedência de pleitos justos, e a impunidade dos maus, estimulando a audácia delas, e fomentando os comportamentos ilícitos:

É muito mais fácil e rápido achar um único motivo para indeferir, do que examinar o mérito, que exige muito trabalho intelectual:
1. Analisar os fatos e o pedido;
2. Dirimir controvérsias das versões com o cuidadoso exame da prova;
3. Estabelecer o silogismo entre os fatos e o Sistema de Direito e retornar aos fatos para poder mensurar os danos.

Cada um desses passos é trabalhoso. Para que, se podemos escolher um fundamento para improcedência?

.:.

Enfim, o processo de comunicação é usado para aumentar a riqueza e o poder.

Nos anos oitenta, o Prof. Dr. Luiz Fernando Coelho elaborou brilhante Tese de Livre Docência:

A "Teoria Crítica do Direito".

Revela o direito como instrumento de dominação.

Resumimos, as 500 laudas da tese, na RDC-RT v.49/21-3, em 3 páginas, também em:
www.padilla.adv.br/teses/normas

A distorção, na aplicação do direito, o exercício superficial do poder, compromete as liberdade, democracia e dignidade?

Aceitar, achar tudo isto “normal”, é sintoma de estar "robotizado"?

Controlando a informação e o processo de pensamento, a "indústria de consumo" transforma as pessoas em engrenagens para ampliar o lucro?


A “vida moderna” distorce os mecanismos primitivos através da engrenagem consumista, material e psíquica, que estimula a ansiedade e a pseudoreflexão, açodada e superficial.

Evita o mergulho sincero no ser.

Uma espécie de “décifit de atenção coletiva”, que denominamos de...
"Cultura da Superficialidade".

A questão que propomos é:

Podemos conectar o Direito, através de um Teoria Geral dos Processos,
com o "Processo de Pensamento e de Comunicação" e resgatar a efetividade da Justiça?

Confira um resumo da tese em:
www.padilla.adv.br/processo/pensamento/etica

Atenciosamente,
Professor PADILLA
Luiz Roberto Nuñes Padilla
http://lattes.cnpq.br/3168948157129653

Prof. PADilla disse...

O pior dos efeitos da manipulação, é a corrupção crescente. O aquecimento global é um dos engodos e paradoxos criados para entorpecer as pessoas bem intencionadas. Podemos resolver todos os riscos ambientais no Brasil com 3 bilhões.
A saúde pública pode ser sanada com 15 bilhões!
A educação será recuperada com 12 bilhões.
Assim, com bilhões remodelaríamos este pais em um paraíso.
O Governo não resolve esses problemas.
Alega falta de recursos. Nega, até, uma singela reposição inflacionária aos professores federais desencadeando um movimento grevista nas universidades...
Contudo, na COPA 2014 e Olimpíadas 2016 os gastos governamentais serão superiores a 100 bilhões, dos quais estima-se, pelo que aconteceu nos Jogos Panamericanos, pelo menos um terço será desviado na corrupção:
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.10150197374338823.314810.714013822&type=3&l=e83501d7e5

Assista a um video, elucidativo:http://www.facebook.com/photo.php?v=10151060553588823

Presidente Sindiplam disse...

Os jovens, em geral, dispõe de mais tempo, energia e motivação que os adultos. Em 1968 eles se mobilizaram e mudaram o mundo! Para evitar que voltassem a se mobilizam, os sociopatolobistas desenvolveram a acultura da superficialidade, disseminaram o consumo de drogas na juventude.
As pessoas decentes passaram a ser jogadas, umas contra as outras, e fomentaram os conflitos entre as gerações e os diversos grupos.
A maioria da população é confundida com falsas crenças, até ser "normal" a inversão de valores.
A saúde é estraçalhada para que o cérebro funcione mal, o que entorpece o raciocínio e facilita a manipulação.
Até a imprensa, apesar de composta por pessoas bem intencionadas, esconde o que poderia estimular que a população a pensar, e incentiva os paradoxos, a perplexidade, e as emoções que limitam. Dai a importância de praticar artes marciais, que desenvolvem o raciocínio espacial e a capacidade de percepção, e ainda ensinam a controlar o medo e as emoções, tornando a pessoa menos propensa às manipulações.
Saiba sobre como tudo tem sido feito? Como essas estratégis de manipulação são usadas em larga escala? http://www.padilla.adv.br/processo/pensamento/superficial/

Presidente Sindiplam disse...

Aumentar valor da passagem é (mais uma) forma de estimular as pessoas a usarem automóveis para se locomover?

Por que a falta de mobilidade e o medo são dois dos principais combustíveis da corrupção?

http://padilla-luiz.blogspot.com.br/2013/03/medo-e-imobilidade-urbana-alimentam.html

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