sábado, 28 de julho de 2018

Omissão, bundas e mentes

Denis Cesar Barros Furtado (Dr. "Bum Bum) e sua paciente, Lilian Quezia Calixto de Lima Jamberci
São vários casos de "especialistas" em remodelagem de bumbuns que estão sendo desmascarados por exercício ilegal da profissão e "barbeiragem" nos procedimentos. No Rio de Janeiro, em bairros que concentram uma grande quantidade de consultórios e clínicas de atendimento estético, como Centro, Tijuca e Zona Sul, entre outras regiões da cidade, esses estabelecimentos proliferam mais do que farmácias e padarias.

Bom, para exercício de qualquer profissão na área de saúde é exigido formação, especialização e inscrição no respectivo Conselho Regional da profissão e certificação da especialidade que atua. O fato é que após esses tristes episódios de mortes de pacientes após procedimentos feitos de forma quase artesanal, com aplicação de substâncias para uso industrial, se descobre que não existe qualquer tipo de fiscalização a esses estabelecimentos e "profissionais" que oferecem serviços de reparos estéticos. Nem o Estado através da Agência Nacional de Saúde, ou qualquer outro órgão fiscalizador como Vigilância Sanitária, se é ela que deve fazer isso, ou pelo jeito não quer saber de nada.

Outro ponto, que deve ser relevado, é a ditadura da beleza que faz com que se crie essa indústria do reparo estético.
O padrão de beleza faz das mulheres escravas de um sistema que deforma seus corpos e mentes em nome de uma inclusão e reconhecimento pela beleza do seu corpo, ou por alguma parte dele como a bunda. E não é nenhum absurdo dizer que isso é fruto da cultura machista consolidada em nossa sociedade que é reproduzida à exaustão nos meios de comunicação e agora mídias sociais.

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